"O que importa a surdez dos ouvidos quando a mente escuta? A única surdez verdadeira, a surdez incurável, é a surdez da mente". - Victor Hugo

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Estado, um agente de cidadania.

Do nascimento ao fim da vida, estamos sujeitos a seguir regras imbuídas pelo Estado. Mas será que este Estado existe ou não passa de um ‘estado’ sentimental e imaginário?
De fato não vemos o Estado, mas nos deparamos com governantes, ministros e representantes, que têm nos feito viver em um ‘estado’ visível de desigualdades sociais, posto que as mudanças pregadas por homens e mulheres, não tem surtido muito efeito perante a realidade cidadã das pessoas.

Maquiavel, em O príncipe, diz que “o povo não quer ser governado nem oprimido pelos grandes, porém estes desejam governar e oprimir o povo.” Com isso o povo decide fazer um Príncipe com o sonho de que este chegue ao governo, e transforme o Estado em um governo popular. Mas os últimos Príncipes nos fizeram enxergar a utopia do grande idealista político. Essa possibilidade provocaria uma eterna briga de Leviatã.

É preciso levar em conta que somos sujeitos e o Estado um objeto de cidadania. Isso porque, do nascimento ao fim da vida é o Estado que nos emite pareceres. No Ministério da Justiça se encontra registro de nascimento e atestado de óbito de um cidadão. A vacina depende do Ministério da Saúde. Ao entrar na escola, estamos sujeitos a ‘ditadura’ do ministério da educação. Lembra bem Frei Betto, que se o trabalho assegura renda, ficamos sujeitos ao Ministério da Fazenda e, ao garantir aposentadoria, ao da Previdência social. Os homens ao completar 18 anos, são obrigados a comparecer a uma unidade do Ministério da Defesa para se inscrever no Serviço Militar. Ao habitar um domicilio, sujeitamo-nos ao Ministério das Cidades, e assim é cada passo de nossa burocrática cidadania.

Não existe possibilidade de não ser ministrado pelo Estado, senão estaremos excluídos da cidadania. A bem da verdade ainda não usufruímos da tal sonhada cidadania. Visto que a riqueza de poucos faz a pobreza de muitos. Este ‘estado’ de desigualdade tem nos tirado o sonho de ver o Estado como um agente de transformação social.

Mas as diversas quedas das oligarquias têm nos mostrado, que nem tudo pregado por grandes filósofos, pensadores políticos e populares, foram utopias. O processo de construção de uma sociedade mais igualitária depende da união de forças e pensamento de todas as pessoas que sonham com verdadeiras mudanças. E assim sentiremos resplandecer a alegria e a realização de ver que existe de fato um agente de transformação comum, o Estado.

Um comentário:

josé disse...

Com certeza o Estado é somente visível pelos seus atos. É possivel uma sociedade sem Estado?! Seu texto mostra que a resposta é não.