"O que importa a surdez dos ouvidos quando a mente escuta? A única surdez verdadeira, a surdez incurável, é a surdez da mente". - Victor Hugo

sábado, 24 de novembro de 2007

Provão do Fantástico: a escassez da educação brasileira

Dói-me muito falar sobre a educação no Brasil. Mas devo falar apesar de me sentir um beija-flor tentando apagar um incêndio sozinho, por entender que a minha parte precisa ser feita, divulgar e ser formador de opinião.

Será que os estudantes da rede pública estão em condições de encarar o vestibular e ingressar em uma faculdade? Essa foi a pergunta que a Rede Globo, através do Fantástico, tentou responder, e respondeu com “O Provão do fantástico”. Uma prova que se antecipou ao ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio.

A prova foi aplicada no ultimo dia 11 de novembro, domingo, com duração de 4 horas. E o resultado foi assustador. Foram testados 270 alunos do terceiro ano do Ensino Médio, nas 27 capitais, sendo 10 alunos das maiores escolas estaduais de cada capital, no caso de Aracaju, o representante foi o Colégio Estadual Atheneu Sergipense, escola a qual o atual Governador do Estado Marcelo Déda estudou. As questões foram elaboradas por professores da UFF - universidade Federal Fluminense. As disciplinas apresentadas foram Português, Matemática, História e Geografia, e uma redação de 10 linhas.

O impressionante é que antes mesmo da aplicação das provas, os alunos já demonstravam receio, “em relação a números, minha cabecinha não funciona bem”, confessou uma aluna. Ficando claro que infelizmente ainda os alunos temem as ciências exatas. “Pela greve que ocorreu no colégio, cortou muito o ensino da gente. Por isso que eu não me sinto preparada”, comentou outra. Resultado da péssima valorização dos professores, salários deteriorados, escolas mal estruturadas, dentre outros problemas que corroem as escolas públicas.

E para nossa surpresa, digo, decepção, de cada cinco prova, uma levou nota zero. “Eu sabia algumas coisas, só que não me lembrava de formulas”, justificou uma aluna. Segundo o Professor de Matemática da UFF, Luiz Cruz, o nível dos alunos avaliados não é capaz de qualificá-los para o ingresso no Ensino Superior numa Universidade qualificada. A educação brasileira no geral está carente de melhorias.

E para quem pensou que o desastre maior partiria das escolas nordestinas se encanou, segue os cinco primeiros e últimos colocados. Sob a média geral: em 1° lugar ficou A Escola Estadual Joaquim Murtinho, Campo Grande (MS), com média 6,0. Em 2° Colégio Atheneu Sergipense, Aracaju (SE): 5,4. 3° Colégio Estadual do Paraná, Curitiba (PR): 4,5. 4° Escola Estadual Liceu Paraibano, João Pessoa (PB): 4,5. 5° Instituto de Educação de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG): 4,2... 23° Escola Estadual Professor Ascendido Reis, São Paulo (SP): 2,4. 24° Liceu do Ceara, Fortaleza (CE): 2,0. 25° Colégio Estadual Lyceu de Goiânia (GO): 1,9. 26° Escola Estadual Jordão Emerenciano, Recife (PE): 1,2. 27° Escola Presidente Médici/Liceu Presidente Médici/Liceu Cuiabano, Cuiabá (MT): 1,1.

Quanto à redação a maior média foi a do Colégio Atheneu Sergipense, Aracaju (SE), com média 7,4. E a menor da Escola Presidente Médici/Liceu Cuiabano, Cuiabá (MT), com média 0,4, essa obteve a pior média em todas as matérias. A relação completa e detalhada está disponível no site do Fantástico . A escassez da educação brasileira se deve a vários aspectos. A carestia dos livros de autoconhecimento, má remuneração dos docentes, deteriorização das escolas públicas, entre outros que precisam ser estudados com mais clareza. E por ultimo ficam no ar algumas perguntas, Será que esses jovens conseguirão se preparar para serem os futuros educadores de nossa nação? O que será dos futuros alunos dos atuais alunos?
*Citações extraídas do site www.fantastico.globo.com

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