"O que importa a surdez dos ouvidos quando a mente escuta? A única surdez verdadeira, a surdez incurável, é a surdez da mente". - Victor Hugo

domingo, 31 de agosto de 2008

Médicos egípcios proíbem transplante de órgãos entre muçulmanos e cristãos

O sindicato de Médicos do Egito, dominado pelo grupo islâmico Irmãos Muçulmanos, decidiu proibir seus afiliados de realizarem transplantes de órgãos entre cristãos e muçulmanos, informa reportagem do jornal espanhol "El País". De acordo com os médicos, o objetivo da decisão é combater o tráfico de órgãos. A Igreja Católica e os líderes muçulmanos reagiram contra a medida, temendo a elevação das tensões religiosas no país.
O Parlamento egípcio está discutindo uma nova lei sobre a doação, o transplante e o tráfico de órgãos. O sindicato já determinou, entretanto, que qualquer médico que viole sua decisão será interrogado e punido pelo órgão."Tudo isso é para proteger os muçulmanos pobres dos cristãos ricos que compram seus órgãos e (também) o contrário", explicou ao "El País" o diretor do Sindicato dos Médicos, Hamdi El Sayed.
A igreja católica ortodoxa do Egito reagiu, afirmando que a decisão do sindicato pode levar ao fim das transfusões de sangue entre seguidores das duas religiões ou até ao fim das consultas de pacientes com médicos fiéis a um credo diferente do seu."Todos temos o mesmo sangue egípcio. E se o motivo da medida é acabar com o tráfico de órgãos, rejeitamos, porque pode ocorrer também entre fiéis da mesma religião", disse, segundo o "El País", o bispo Marcos, porta-voz da igreja copta. "Temos medo de que no futuro haja hospitais para cristãos e outros para muçulmanos".
Os cristãos representam apenas 10% da população egípcia, formada por 76 milhões de pessoas. Os muçulmanos são cerca de 90%. O país foi cenário de uma onda de violência promovida por grupos islâmicos, como o Gamaa al-Islamiya, que resultou na morte de 1.300 pessoas.
Fonte: O Globo Online

Padre acusado de violência sexual envia carta aberta ao Papa

COSENZA, Itália - O frade capuchinho da cidade de Cosenza, Padre Fedele Bisceglia, acusado junto com seu secretário, Antonio Gaudio, de ter violentado uma freira, escreveu uma carta aberta ao Papa Bento XVI na qual afirma ser inocente. "Parem este nefando tsunami", afirma o padre na carta."Eu estou pronto para subir até na fogueira, mas gritarei com força sempre, até a morte, minha inocência e pregarei até o espasmo a conversão de religiosos e religiosas que participaram neste terrível complô que sacudiu a opinião pública mundial"."Curvado sob o peso dos meus anos maduros", prossegue Bisceglie, "prostrado ao beijo do santo pé, de frente a Cristo crucifixo e sacramentado, confesso mais uma vez minha inocência e estraneidade à infamante acusação da irmã Tania Alesci, das Freiras Franciscanas dos Pobres, por um pecado jamais pensado"."Faço apel o à Sua Santidade", escreve o padre Fedele, "às autoridades eclesiásticas, deixando de lado as civis, que farão seu próprio curso, embora longo, suplicando o advento de Visitadores Apostólicos, de comprovada sapiência e espiritualidade no âmbito da Congregação das Freiras Franciscanas dos Pobres e nas ações de Superiores Maiores, Provinciais e Gerais da Ordem dos Capuchinhos".As informações são da Ansa.
Fonte: O Globo