"O que importa a surdez dos ouvidos quando a mente escuta? A única surdez verdadeira, a surdez incurável, é a surdez da mente". - Victor Hugo

sábado, 18 de dezembro de 2010

Discurso de Posse do Poeta Emerson Maciel na ALTO


Emerson Maciel no momento do juramento.
Devo reconhecer que Deus concedeu-me o dom da oratória, mas falar em momentos especiais é um tanto quanto complicado, porque podemos deixar de inserir algo que julgamos necessário. Coube-me preparar um discurso digno e análogo à noite de hoje.

Recorro à sabedoria de Santo Agostinho “Sedis animi est in memoria”, isto é, “a sede da alma está na memória”.
Permitam-me começar saudando e agradecendo aos acadêmicos, confrades da ALTO - Academia de Letras de Teófilo Otoni. A sede que sentia na alma foi substituída pela emoção da memória. Permito-me agradecer a todos na pessoa do Acadêmico Wilson Colares – Expresso aqui meu respeito e admiração no que há de sublime, imponderável e indizível neste amor pelas letras.
O que esta solenidade representa é muito importante para todos, mas principalmente para mim, que aqui, represento a terra do maior intelectual sergipano, o ilustre João Ribeiro, natural de Laranjeiras e patrono da cadeira número 1 da Academia Sergipana de Letras.
Ao mesmo tempo em que agradeço a Deus dedico esta conquista aos meus pais José e Marivalda que junto com minha irmã Crislene me ensinaram a sabedoria de ignorar o que não leva a nada e o desejo de saber sempre.
À querida professora Luciana Novais, que aqui está presente, pelo carinho, pela força, pelas renúncias vindouras, pela luta e pelas palavras tão espontâneas, que muito me engrandecem.
À amiga Luciana Celi, Edla Aragão, Adel Ítalo, Carlos Conrado, Joselito Franco, Maria Clara, Claudomir Tavares da Tribuna da Praia, Marcos Soares, Douglas Magalhães em conjunto com a equipe do site do Bareta e a todos que contribuíram com minha vinda a Teófilo Otoni.
Querida amiga ProfªAmenaide Bandeira, Presidente da Academia de Letras de Teófilo Otoni, entendo que uma solenidade de posse marca tanto o fim de um ciclo como o começo de uma nova perspectiva. Vendo por este sentido, é uma forma de despedida que, com a atitude adequada, fica sendo uma porta entre dois mundos: o que foi e o que virá. Refiro-me a despedida do mundo da mortalidade, pois estou ciente, que de agora em diante, ao término deste meu discurso já serei um imortal desta prolífica Academia de Letras.
Quanto ao futuro, não nos apressemos. Não nos apressemos nunca, pois é no futuro que passaremos o resto de nossas vidas. Olhemos então com o olhar aquilino, assim visualizemos o futuro, cantemos poesia, sonhemos com um mundo mais florido, mais igualitário e mais poético. Ter um sonho faz toda a diferença!
A poesia ao longo dos tempos tem se apagado, as pessoas esquecem o real valor desta perspectiva de luta social. Mas nós poetas, imortais, comprometidos com o bem e com o social, nunca poderemos deixar de sonhar, não podemos deixar calar a voz de um poeta, o mundo ficaria em silêncio!
No dia em que todas as crianças pobres deste país esquecerem o pão que os homens roubaram, aí sim, eu deixarei de escrever poesia.
No dia que todas as crianças pobres do Brasil tiverem um teto para morar, aí sim, deixarei de escrever poesias.
Enquanto isso, não desanimemos, sigamos firmes em nosso propósito de propagar os problemas sociais, o amor, a justiça social para o mundo.

Eu sei meus amigos que a caminhada é longa, mas para chegar lá temos que dar os primeiros passos.
Eu sei meus amigos que não hei de participar da colheita, faço questão de estar ao lado de que lança ainda que em terra seca, ainda que em terra árida, as sementes de um futuro melhor para nossa juventude.

Quero aqui quebrar o protocolo e recitar uma poesia social de nossa autoria, chamada RODA VIVA.     

(Recita o poema)

Esse poema deixa claro que a nossa maior arma é à escrita. Mas não nos esqueçamos de buscar inspiração em Deus. Só há justiça onde Deus está presente. Que o Deus nos abençoe e continue nos orientando ontem, hoje e sempre. 

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