"O que importa a surdez dos ouvidos quando a mente escuta? A única surdez verdadeira, a surdez incurável, é a surdez da mente". - Victor Hugo

domingo, 27 de março de 2011

Emerson analisa um textoo de Lya Luft


Lya Luft em seu artigo A maior ironia faz duras críticas ao atual processo de aprendizagem, em especial, as formações acadêmicas atuais. A escritora avalia que o fato de a reprovação ser algo muito raro, tem causado grandes prejuízos que serão sentidos daqui a algumas décadas. As ululações consumistas têm sido a principal causadora, na avaliação da letrada.
Com um tom de ironia bem aguçado, Lya diz que para os que pensam em seguir uma tendência diferente ao consumismo deverão viver numa espécie de ilha. Continuando ela continua ironizando afirmando que “já existe em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar, criar, inventar...” quando na verdade deveria ser mais que uma responsabilidade social e pessoal.
A autora enfatiza não ser contra as tecnologias que estão no mercado, mas que não é tomada por ansiedade para adquirir algo da moda. Lamentando o fato de que “as atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias e as ideologias, atualmente, pelo consumismo”. Mas enfatiza que diante da situação em que vive o seu país (leia-se: Brasil), deixa um ar de que não é justo em quanto uns passam por dificuldade, outros cruzam os braços depois de ir ao shopping “consumir”.
Lya cita os pesos da vida moderna (correrias, compromissos, contas e etc.), enfatizando que todos receberão a visita da grande prostituta a qual chamamos de morte. Questionando o lugar em que estamos se em coisas terrenas ou quiméricas.
A crítica termina o artigo questionando o que sentiremos quando descobrirmos que fomos à vida inteira vítimas da grande ironia (consumismo) sem perceber.

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