"O que importa a surdez dos ouvidos quando a mente escuta? A única surdez verdadeira, a surdez incurável, é a surdez da mente". - Victor Hugo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cabo Noeliton é o novo herói sergipano

Mãe do adolescente agradece a coragem do Policial Militar
Cabo Noeliton agiu com coragem ao efetuar a prisão de Adelson (Foto: Portal Infonet)
Pai de quatro filhos, o cabo da Polícia Militar de Sergipe, Noeliton Francisco dos Santos, foi responsável por uma das prisões mais aguardadas do Estado. José Adelson de Oliveira, de 21 anos, abusou sexualmente de um adolescente, de 14 anos, com requintes de crueldade. O crime mobilizou os sergipanos que atuaram com várias denúncias para a polícia, fornecendo pistas sobre o paradeiro do suspeito.
Apesar das denúncias, a prisão do suspeito foi realizada pelo cabo Noeliton que estava de férias e na festa de um parente. O militar conta que o suspeito estava transitando livremente pelo bairro América, mesmo local onde o crime ocorreu.
“Ele passou na porta da festa, falou com um dos convidados e saiu andando normalmente. Somente após ele ter passado na rua foi que fui avisado de quem se tratava. Neste momento chamei um conhecido peguei uma carona em uma moto e seguimos a procura dele. Quando avistei ele [Adelson] fugiu pelos fundos da residência”, lembra o policial que agiu de forma rápida.
Prisão
“Nesse momento dei a volta por outra rua, foi quando percebi que ele tinha invadido uma casa e a dona da casa estava muito nervosa. Nessa hora várias pessoas já estavam sabendo da notícia e estavam procurando por ele.
Quando cheguei perto ele negou o crime, mas logo depois perguntou se eu era policial e então confessou”, relata o PM que ouviu um pedido de ajuda do suspeito de abuso.
“Ele disse ‘Pelo amor de Deus não deixe o povo me matar’, mas a notícia já tinha espalhado e as pessoas estavam com pau, pedras e facão na mão. Encostei no alambrado, pedir para ele deitar no chão e puxei a pistola para acalmar o povo”, diz Noeliton que é nascido e criado no bairro América.
Linchamento
“Falei para a população: vocês me conhecem e sabem da minha conduta, ele está sobre a minha guarda e vocês não vão poder fazer nada com ele”, recorda o militar que ligou para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e pediu reforço.
“A primeira viatura que chegou foi a do Pac [Posto de Atendimento ao Cidadão] do bairro, entreguei o suspeito para os policiais. Nessa hora a coisa ficou muito pior, enquanto estava comigo e as pessoas me conhecem e existia uma consideração, mas com os outros policiais, as pessoas tentaram destruir a viatura e pegar o cara das mãos dos policiais de qualquer jeito. Tive que intervir novamente e colocamos ele na viatura e o levamos ao Pac. Já no Pac a situação estava muito difícil porque as pessoas queriam invadir e linchar ele de qualquer jeito”, conta Noeliton.
Somente após o reforço do Grupamento Tático de Motos (Getam), Radiopatrulha (RP) e do Batalhão de Choque o suspeito foi retirado do Pac e encaminhado para a Delegacia Plantonista e logo em seguida para o Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope).
Gratidão
Ao saber da atitude do policial a mãe do adolescente ficou emocionada e agradeceu. “Não tenho palavras para agradecer a atitude desse policial que pegou o monstro que fez essa barbaridade com meu filho. Muito obrigada por ter agido dessa forma porque esse homem não estava trabalhando, mas ele sentiu o que aconteceu com meu filho e fez essa prisão. Meu filho é cuidado por Deus desde o início, Deus tem colocado anjos na vida dele”, agradece.
Esse ano, a psicóloga da Defensoria Pública Juliana Passos Andrade foi reconhecida por ter atuado no cárcere privado de Cristielane Caetano Mota Santos. O trabalho da profissional e dos policiais que atuaram no cárcere impediu um desfecho trágico.
 

Por Kátia Susanna, do Portal Infonet

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